sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

CUIDADOS COM OS ANTIINFLAMATÓRIOS.


Cientistas da Universidade de Berna, na Suíça, analisaram dados de 31 estudos com mais de 116 mil pacientes que tomavam naproxeno (Flanax), ibuprofeno (Alivium), diclofenaco, celecoxibe (Celebra), etoricoxibe (Arcoxia), rofecoxibe (Vioxx), lumiracoxibe (Prexige) ou placebo.

Em números absolutos, o risco cardiovascular de quem tomou essas drogas foi baixo, mas, em comparação com quem usou placebo, a diferença foi significativa.

Os pacientes que tomaram Vioxx e Prexige (já retirados do mercado em 2004 e 2008 respectivamente) tiveram o dobro de ocorrências de infarto.

Já o ibuprofeno resultou em um risco três vezes maior de derrame. O diclofenaco causou quatro vezes maios mortes por problemas cardiovasculares.

Entretanto, o número de infartos e derrames foi baixo em relação ao total de pessoas envolvidas no estudo. O que significa basicamente o seguinte: os aintiinflamatórios quando administrados pelo tempo prescrito tem poucas chances de causar efeitos colaterais significativos.

De qualquer maneira, essa é mais uma demonstração de que a automedicação pode trazer conseqüências graves. Limite-se a tomar remédios prescritos pelo seu médico, e pelo tempo orientado. Afinal, a medicação é para ajudar e não para causar mais problemas.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ARTRO NO CONGRESSO DE MEDICINA DO VÔLEI.

Foi realizado em Bled, na Eslovênia, entre os dias 13 e 15 de janeiro, o Volleyball Medicine Congress 2011, onde o Dr. Alvaro Chamecki foi convidado como palestrante.

O congresso foi organizado pela Federação Internacional de Vôlei e teve como objetivos discutir a prevenção, diagnóstico e tratamento das lesões relacionadas à prática do esporte.

Mais uma vez a ARTRO atravessa fronteiras para, unindo-se a inúmeros outros colegas de vários países, dar a sua contribuição a comunidade científica mundial.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

2011

A ARTRO deseja a todos um Feliz Natal e um 2011 repleto de três coisas: saúde, saúde e saúde.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

SURFANDO NAS ONDAS DA PREVENÇÃO.


Muito embora não haja números no Brasil, tem se observado um aumento nos casos de lesões causadas pelo surfe. Mesmo sem um estudo formal, as altas taxas de lesões podem ser explicadas pela popularização da prática no litoral brasileiro e pelas mudanças no perfil dos surfistas - que passaram a praticar o esporte por muito mais tempo ao longo da vida.

E não é só essa a explicação. As transformações na estrutura da prancha e o aumento da idade dos praticantes também são fatores que mudaram o perfil do esporte no país. Hoje, não é incomum observarmos senhores beirando a quinta década de vida se equilibrando entre uma onda e outra. Em toda a costa brasileira, estima-se, são cerca de 800 mil surfistas, entre amadores e profissionais. E o aumento do número de surfistas com problemas é tão expressivo que já existe até um grupo de estudo criado em Florianópolis para avaliar esse crescimento indesejado.

Além dos traumas causados por quedas e batidas na prancha, há também prejuízos causados pelo esforço repetitivo de algumas articulações durante a remada - durante uma hora de surfe, o esportista passa cerca de 40 minutos sobre a prancha, remando - e na hora de pegar onda, que podem sofrer sobrecarga e desgaste. As áreas mais atingidas são coluna, quadril, ombros e joelhos. Os movimentos constantes de rotação da bacia e dos joelhos com um pé fixo na prancha, durante as manobras sobre as ondas, são as principais origens das lesões.

Com essa percepção, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia fez um alerta para o alto risco de lesões em músculos e articulações por causa do esporte. Para prevenir esses danos, praticantes do surfe devem realizar exercícios que não fogem da orientação de outros esportes: alongamento e aquecimento antes de entrar na água e fortalecimento da massa muscular para suportar as exigências do esporte.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

FRATURA "ESTRESSADA".

Antes pouco comum na prática diária do consultório, as fraturas por estresse tem aumentado significativamente nos últimos anos. Ligado diretamente ao crescimento da prática de atividade física, pode ocorrer com dançarinos, atletas de futebol, tênis, basquete e vôlei. Porém a maior incidência é mesmo nos praticantes de atletismo, principalmente nos corredores de longa distância.

E o que é fratura por estresse? Apesar do nome, nada tem a ver com o estresse emocional, aquele que a gente conhece bem do dia-a-dia. O que ocorre é uma sobrecarga no osso maior do que a sua capacidade de regeneração. E esse desequilíbrio leva a uma alteração na parede óssea, causando um processo inflamatório e levando ao principal sintoma, que é a dor. Em metade dos casos de fratura por estresse a perna (tíbia) é a região mais acometida.

Mas os ossos não foram “planejados” justamente para aguentar essa função? Se houver um preparo gradual antes, sim. Caso contrário, vai dar confusão. Para que se tenha uma idéia, a cada quilômetro que um corredor percorre, mais de 80 toneladas de força podem ser absorvidas pelos ossos das pernas e dos pés. Consegue imaginar isso? É como se, ao final de uma corrida de 10 quilômetros, você estivesse carregando um elefante no colo. Fraturas por estresse podem acontecer em virtude do aumento da carga sobre o osso (por ex: engordar uns quilinhos, usar tênis sem amortecimento) ou do aumento do número de vezes que o osso sofre estresse (ex: aumentar a quilometragem de treinamento). A teoria atualmente mais aceita para explicar essa lesão é de que a musculatura enfraquecida reduz a absorção de choque do membro inferior, transferindo e sobrecarregando determinados pontos da estrutura óssea.

Para evitar o problema, invista no fortalecimento e no alongamento muscular, não inicie atividades físicas sem orientação especializada e use sempre tênis adequados (eu disse adequados, não os mais caros) para ajudar a absorver os impactos. Mas se a dor já está presente, faça a única atividade física permitida nesse caso: corra para o médico.

domingo, 31 de outubro de 2010

ALONGAMENTO: A REGRA NÃO É CLARA.


O alongamento já foi considerado requisito para a prática de exercícios e prevenção de lesões. Tornou-se popular como uma forma de recompensar os músculos massacrados por corridas, levantamento de peso ou pelo pula-pula da aeróbica. A relação parecia óbvia: contraiu? Agora, alongue. Mas como quase nada no funcionamento do corpo é assim tão simples, a corda começou a esticar para os defensores da causa. Nos últimos anos, surgiram estudos mostrando que se alongar antes do exercício, além de não prevenir lesões, eleva o risco de que ocorram. A notícia agradou a turma que já não gostava muito da prática, mas se sentia culpada por deixar de fazer algo tão recomendável para um treino saudável. E não convenceu os fiéis defensores do estiramento muscular.
Para complicar a vida de quem busca uma regra clara -alongar ou não- a última grande pesquisa sobre o tema chegou à decepcionante conclusão que... tanto faz!O maior estudo sobre alongamento feito até hoje, envolvendo 1.400 pessoas de 13 a 60 anos, mostrou que o número de lesões entre quem se alongou ou não antes de correr foi estatisticamente igual. Feita pela organização governamental norte-americana para corrida e caminhada Track and Field, a pesquisa foi um balde de água fria para as correntes pró e contra alongamento. Ele nem previne nem induz lesões, afirmam os autores do trabalho. O mais chato é que, nesse estica e puxa entre entusiastas e críticos do alongamento, o cidadão que quer simplesmente se exercitar da forma mais adequada possível fica sem saber o que fazer. Segundo a pesquisa, a ideia de que os exercícios deixarão os músculos mais alongados também é inexata.
E após o treino, é para alongar como? Aqui também as posições se dividem. E tudo depende da forma como os exercícios são feitos. Quem acha que precisa atingir a extensão máxima e que sentir dor é sinal de que está se alongando, pode estar causando o efeito oposto. Para algumas pessoas, vale fazer movimentos suaves, prestando atenção na organização postural e pensando no que está fazendo. Só não vale fazer qualquer coisa porque todo mundo faz. Por essas e outras, o melhor a fazer é treinar o corpinho usando a cabeça.

domingo, 26 de setembro de 2010

93% DOS MÉDICOS SE QUEIXAM DE INTERFERÊNCIA DE PLANOS DE SAÚDE.

Poucas pessoas sabem, mas a interferência dos planos de saúde no tratamento dos pacientes tem se tornado cada vez maior, chegando a níveis perigosos. Em uma pesquisa do Datafolha publicada pela Folha de São Paulo há poucos dias, profissionais relatam limitações para exames, tempo de internação e interferência na escolha do material cirúrgico.
Segundo a pesquisa, os médicos desaprovam os planos de saúde com que trabalham, acham que eles interferem em sua autonomia e que isso prejudica o atendimento. Em pesquisa feita pelo Datafolha, a pedido da APM (Associação Paulista de Medicina), a nota média atribuída pelos médicos às operadoras foi de 4,7, de zero a dez. Mais do que isso, 93% deles afirmaram sentir que há interferência dos planos de saúde em sua autonomia. Entre as interferências, os médicos dizem que não recebem por procedimentos feitos, que os planos limitam o número de exames, mudam códigos para baratear alguns procedimentos cirúrgicos, alteram o material solicitado pelo cirurgião por outros de qualidade inferior (e, obviamente, mais baratos) e que a burocracia dos planos retarda a internação de pacientes."Isso causa grave prejuízo a quem trabalha e à população que gasta recursos para garantir à família um atendimento melhor", diz Jorge Curi, presidente da APM. A pesquisa ouviu médicos de todas as especialidades. Segundo Curi, "as que exigem maior conversa com o paciente, como pediatria, clínica e obstetrícia, são as mais prejudicadas". A Amil, sexta maior operadora de SP em total de clientes, é citada como a que mais interfere no trabalho do médico em cinco de sete quesitos (clique e veja o gráfico). As entidades médicas cobram da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que regule os planos para que desburocratizem o atendimento aos pacientes. A ANS, como quase sempre, não se pronunciou. Há hoje 17,6 milhões de usuários de planos médicos só no Estado de São Paulo.
Em Curitiba, é comum planos de saude demorarem até 1 semana para liberarem exames de imagem. Sem contar os inúmeros pedidos extras de justificativas "detalhadas" sobre este ou aquele pedido de exame e/ou procedimento.