quinta-feira, 9 de maio de 2013

ESCOLHA O CALÇADO CERTO

Matéria com Dr. Eduardo Fanchin Rocha para o Jornal O Estado do Paraná.
 
Em nome da moda e beleza, as pessoas, principalmente as mulheres, escolhem calçados inadequados e conquistam calos, joanetes, problemas na coluna e outras deformidades. Dr. Eduardo Fanchin Rocha, especialista em cirurgia do pé e tornozelo da Artro Clínica de Ortopedia, ressalta a importância dos cuidados na hora de comprar os sapatos. Ao escolher, deve-se levar em conta para qual atividade o calçado se destina. Sempre é bom lembrar que o calçado deve ser construído para os seus pés e não somente para o gosto estético. No caso dos atletas profissionais, esse cuidado deve ser ainda maior, levando-se em conta o conforto, o formato dos pés e até mesmo alguma possível anomalia física.
Dr. Rocha diz que um estudo realizado com atletas em atividades esportivas intensas e regulares, constatou que 77% deles apresentavam pés caracterizados como neutros, sem desvios para plano ou cavo; 13% evidenciaram pés do tipo plano e 10% do tipo cavo. O médico ressalta que cada fabricante usa formas com parâmetros diferentes, assim a mesma numeração pode variar entre os fabricantes. Então, para uma escolha correta do comprimento do calçado, deve-se experimentá-lo em pé, com todo o peso do corpo.
É importante observar a existência de uma distância de meia ou uma polegada entre a ponta do dedo mais longo e a extremidade posterior do calçado. Outro teste importante é simular uma freada brusca e observar se isso causa desconforto aos pés. Também é preciso provar o calçado com meia apropriada para a atividade pretendida.
Um detalhe que o especialista lembra é de que, apesar de parecer irrelevante, o horário da compra do novo calçado é muito importante, pois os pés têm a tendência de ficar mais edemaciados no fim do dia, levando-se a comprar calçados apertados. É importante provar o novo calçado nos dois pés e andar ou saltar, pois ele deve ficar sempre confortável.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

RUGBY

Por: Dr. Guilherme Barroso, especialista em Joelho da Artro.
Em outubro de 2012, iniciei um novo desafio em minha carreira profissional. Já havia trabalhado como médico do CAP, mas decidi mudar de ares e de esporte. Foi através de um amigo, atleta da equipe, que conheci o Curitiba Rugby. Após algumas reuniões e conversas, comecei meu trabalho como médico dos "Touros".
As diferenças entre os esportes são gritantes, não somente pelas modalidades usarem à bola de maneiras distintas – quanto ao passe, à utilização dos pés, e ao contato físico – mas também em relação ao comportamento dos atletas e ao profissionalismo dos times e da confederação.
O rugby no Brasil é um esporte amador, diferindo de alguns países como África do Sul e Nova Zelândia, onde o esporte movimenta milhões de dólares e leva milhares de espectadores aos estádios. Esse amadorismo faz com que pouco apoio e uma verba diminuta sejam destinados aos clubes que, em contrapartida, lutam para se manterem abertos com a infraestrutura necessária.
Mesmo assim, os atletas são apaixonados pelo esporte e sua resistência à dor é alta. Por isso, faz-se necessária a supervisão das equipes médica e técnica, para que os atletas em tratamento não treinem antes do recomendado, o que pode agravar as lesões e aumentar o tempo de afastamento.
Outra diferença em relação ao futebol é que os atletas respeitam tanto seus colegas de equipe quanto os árbitros, que são sempre tratados por “senhor”. Somente o capitão de cada equipe pode conversar com os árbitros, o que evita as reclamações típicas dos jogos de futebol.
Foto: equipe campeã do campeonato paranaense de 2012. Dr. Guilherme o segundo da esquerda para a direita na fila superior.

Como médico do CAP, estava acostumado com o tratamento das lesões características do futebol. Porém, é muito interessante o estudo e o aprendizado sobre novos tipos de lesões, consequência de um esporte com maior contato físico. Atualmente, as lesões mais incidentes no Curitiba Rugby são: pubalgia, entorse de tornozelo e fraturas de dedo. No entanto, em uma etapa do campeonato paranaense, tivemos uma lesão rara e grave, uma fratura da região temporal (região lateral da cabeça) de um atleta que necessitou ser submetido à cirurgia, mas que hoje passa bem e não apresenta sequelas.
Os novos aprendizados com o Rugby tem sido imensos, não somente na área médica, mas o esporte tem me ensinado que apesar do extremo contato físico e força presentes, o Rugby apresenta, acima de tudo, muita técnica, respeito, e um forte espírito de equipe.

terça-feira, 16 de abril de 2013

FRATURA POR ESTRESSE

Por: Dr. Guilherme Barroso, especialista em joelho da Artro Clínica.

A fratura por estresse foi primeiramente descrita em soldados prussianos em 1855. Esta condição acontece por uma alteração no metabolismo ósseo devido a sobrecarga causada por exercícios físicos. Nossos ossos estão em constante formação e degradação. É a alteração deste equilíbrio, entre a quebra e a formação óssea, que faz com que surjam as microfaturas que caracterizam a lesão por estresse.
Os ossos mais comumente afetados são a tíbia, os metatarsos e o calcâneo. Estes ossos sofrem com o impacto indireto e direto, respectivamente, durante as atividades com impacto (corridas, saltos, aulas de jump, etc.).
O sintoma mais comum é a dor após as atividades físicas, que alivia com o repouso e piora com o retorno a atividade. Esta dor pode ser difusa ou localizada no local da fratura. A fratura por estresse normalmente não chega a romper a cortical óssea, ou seja, é uma lesão óssea, mas que não necessariamente aparecerá no exame de raio-x como um traço evidente de fratura. O exame padrão para sua detecção é a ressonância magnética que pode mostrar alteração óssea sugestiva de fratura.
O tratamento dependerá do grau da lesão, podendo variar de suspensão da atividade que gera impacto ou retirada do apoio sobre o membro afetado até a consolidação e cura da fratura.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Técnica Latarjet

Dr. Armando Secundino e Dr. Guilherme Gonzalez, ambos especialistas em Ombro e Cotovelo da Artro, foram convidados pela SBOT para descrever e avaliar a técnica de Latarjet no tratamento da recidiva pós-reparo da instabilidade anterior do ombro. Há mais de 7 anos utilizando esta técnica o Dr. Armando é um dos mais experientes especialistas neste procedimento no Brasil.

Veja abaixo trechos do artigo:
(...)
O presente estudo demonstra que além da indicação tradicional (tratamento primário da luxação recidivante em pacientes jovens, praticantes de esportes de alto rendimento e de contato, associados a defeitos ósseos na glenóide e hipermobilidade) a técnica de Latarjet pode ser usada nas recidivas de reparo capsulo-labral com ótimos resultados. O posicionamento do enxerto, acaba sendo o ponto principal para um bom resultado, visto que o posicionamento lateral determina um risco elevado de desenvolvimento de osteoartrose e o posicionamento medial a persistência de sintomas de instabilidade.”
(...)
Veja Aqui o resumo do artigo.

Veja abaixo o procedimento:

 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

SÍNDROME DO TRATO ÍLIOTIBIAL


CONCEITO: O trato íliotibial é uma fáscia longa localizada na face lateral da coxa, que se estende do quadril até o joelho. Esta fáscia sofre atrito com a parte óssea distal lateral do fêmur quando o joelho flexiona a aproximadamente 30°, causando dor e inflamação na região lateral do joelho.
ETIOLOGIA E FATORES DE RISCO: desequilíbrios musculares na região do quadril, joelho em valgo ou varo, pés em pronação, aumento súbito no tempo de corrida, treino em terrenos irregulares, subidas e descidas, calçado inadequado para o tipo de pé.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: bursite do trato íliotibial, lesão meniscal lateral, tendinopatia do bíceps femoral e tendinite do poplíteo.
TRATAMENTO: anti-inflamatório e analgésico, gelo, correção dos fatores etiológicos, fisioterapia.
PREVENÇÃO: manter boa flexibilidade em cadeia anterior e posterior, equilíbrio muscular, condicionamento físico, calçado adequado para o tipo de pisada, propriocepção.


terça-feira, 9 de abril de 2013

FASCEÍTE PLANTAR

CONCEITO: inflamação do tecido denso na sola do pé. Esse tecido é denominado fáscia plantar. Ele liga o osso calcâneo aos dedos e cria o arco do pé.
ETIOLOGIA E FATORES DE RISCO: A fasceíte plantar ocorre quando há muita tensão ou uso excessivo da fáscia plantar. Alguns fatores que levam a tensão na fáscia são: problemas no arco do pé (pé plano e pé cavo); corridas de longa distância, especialmente em ladeiras ou em superfícies irregulares; tensão no tendão de Aquiles; calçado inadequado para o tipo de esporte, excesso de entorses de tornozelo. A fasceíte plantar pode ou não estar associada ao Esporão de Calcâneo.
TRATAMENTO: anti-inflamatório e analgésico, gelo, alongamento da cadeia posterior, usar calçados com bom sistema de amortecimento, palmilhas e principalmente correção do fator causador da lesão.
PREVENÇÃO: Manter uma boa flexibilidade na área do tornozelo, do tendão de aquiles e nos músculos da panturrilha pode ajudar a evitar a fasceíte plantar.

Por: Fisioterapeuta Lorenzo Moraes e Dr. Murilo Santos 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Lesão do Ligamento Cruzado Anterior

Por Dr. Alexandre Pimpão - Especialista em Joelho - Clínica Artro

O Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é o ligamento mais lesado do corpo humano, corresponde a 80% das lesões traumáticas do joelho, sendo mais comum no sexo masculino. Tem a função de impedir o movimento de translação anterior da tíbia em relação ao fêmur.
A maioria das rupturas ocorre em pessoas que praticam esportes que exigem mudança rápida de direção, geralmente sem que haja o contato físico no momento da lesão. O trauma ocorre quando o pé fica fixo no chão e o corpo gira, fazendo rotação interna do joelho e valgo. Durante a entorse é referido um estalido audível ou perceptível, edema precoce e impossibilidade de prosseguir na atividade. O exame físico esclarece o diagnóstico e o exame de imagem define a lesão do LCA e se existe alguma lesão associada.
Tratamento
A decisão do tratamento a ser realizado depende de diversos fatores, sendo eles: o envolvimento em atividades esportivas e a presença concomitante de lesões associadas (como lesão de menisco, lesão condral e lesões ligamentares associadas). A idade deixou de ser um fator determinante na decisão do tratamento.
A tendência mais atual é pela reconstrução anatômica do LCA, onde se deve escolher o enxerto a ser utilizado na ligamentoplastia, considerando o tipo de esporte praticado e o nível de demanda.
O neoligamento pode ser formado por Tendões Flexores do Joelho ou Tendão Patelar. Veja abaixo as vantagens e desvantagens de cada um.
Tendões Flexores do Joelho
Vantagens: incisão menor e menos dor no pós-operatório .
Desvantagens: tempo maior para integração do enxerto.
Tendão Patelar
Vantagens: integração mais rápida do enxerto com retorno precoce aos esportes.
Desvantagens: maior incidência de dor na região anterior do joelho, dificuldade de permanecer ajoelhado e fraqueza do quadríceps.
 
O retorno completo aos esportes acontece, em média, seis meses após a cirurgia. A taxa de sucesso é de aproximadamente 95% dos casos.
 
"No ano de 2012 foram realizadas mais de 200 reconstrução do LCA pelos médicos  Artro Clínica."